Existe maneira de melhorar o que já havia alcançado a excelência?
Observando o novo Estádio Beira-Rio, totalmente reformulado, a resposta é
sim. Principalmente, se o assunto for a grama do campo.
Tradicionalmente conhecido como o melhor do Brasil, o gramado do Gigante
atingiu a perfeição para receber cinco jogos durante a Copa do Mundo.
Isso ocorreu graças a um trabalho que mescla paixão e tecnologia.
Juntamente com sua equipe, José Leandro de Melo Flores, 35 anos,
encarregado de manutenção no Internacional há 12 anos, cuida noite e dia
do tapete verde que se estende sobre o palco gaúcho na Copa. Leandro,
como todos o conhecem dentro do Clube, é um fanático pelo Colorado,
sorte herdada dos familiares. “Participar deste processo é uma
oportunidade única como profissional e duplamente gratificante por ser
torcedor do Inter, assim como foi meu pai, meu avô e todos da família”,
celebra.
O Internacional investiu em diversos aparelhos de última geração que
permanecerão no Clube após o maior torneio de futebol do planeta. Tudo é
cuidado nos mínimos detalhes, 24 horas por dia, para manter o gramado
impecável e a nível do Mundial. “Com a situação de atender o espetáculo
da Copa, o trabalho todo foi refinado. Além da consultoria do Clube, nós
estamos recebendo consultoria do Comitê Organizador Local (COL) e de
outras duas empresas que vêm nos agregando mais conhecimento e qualidade
ao que a gente vem executando”, comenta.
Finalizado o plantio em fevereiro de 2013, o Beira-Rio foi o primeiro
estádio brasileiro (que atenderá a Copa 2014) a concluir esta etapa. O
novo gramado é constituído de um sistema híbrido de grama natural
reforçada com fibras elásticas importadas da Europa. A grama do
Beira-Rio - do tipo Tifgrand - foi usada pela primeira vez no Brasil.
Importada dos Estados Unidos, ela é uma evolução da espécie Bermuda e
uma das suas características é a maior resistência às baixas
temperaturas.
Outro diferencial é a resistência ao pisoteio e a garantia de um
gramado mais denso e com maior crescimento lateral. O sistema de
drenagem a vácuo garantirá condições de jogo até mesmo sob fortes
chuvas, pois permitirá a sucção do ar do perfil drenante mesmo em
condições de precipitação pluviométrica extremas. Esse sistema
ocasionará, também, a circulação de ar em todo o campo de jogo durante
condições de calor e umidade criadas pelo microclima interno do estádio.
Outro diferencial do gramado do Beira-Rio será a manutenção da água no
perfil drenante superior do solo em condições de estiagem.
O primeiro teste do gramado do Beira-Rio está chegando. Neste domingo (15/06), às 16h, França e Honduras
enfrentam-se em partida válida pelo Grupo E da Copa do Mundo. Além do
duelo deste final de semana, o Gigante ainda receberá as partidas entre
Holanda e Austrália, Coréia do Sul e Argélia, Argentina e Nigéria e um
dos jogos das oitavas de final.

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